Sempre que algo acontece na vida da minha mãe, ela coloca Barbra Streisand para tocar. Minha ouve o mesmo disco de vinil - The Essential Barbra Streisand - desde que sou pequeno.
Ele serve para tudo. Alegrias, tristezas, decepções.
Um dia desses, eu perguntei-lhe o motivo pelo qual ela sempre punha o mesmo disco nestas situações. Ela não me respondeu. Mas, sem que eu precisasse de qualquer explicação, entendi. Ouvir Barbra para minha mãe é relembrar um tempo e renovar suas memórias e forças, não importando a razão que as fizeram enfraquecer.
Porém, uma pergunta me instiga. Será que teremos os nossos clássicos? Ou será que nós seremos obrigados a usar os clássicos de outra geração, anterior a nossa. A minha geração ouve “potranca”, dança funk., pagode, axé.
Nada contra, mas será que tudo isto se convertá em clássico no futuro? Será que outros cantores, cantoras conseguirão imprimir suas identidades a ponto de permanecerem como 'clássicos'? Ou será que o lugar dos clássicos está garantido a eles para toda a eternidade?
Uma coisa é certa. Ser clássico é exprimir qualidades dentro de um diagrama de simplicidade. Por isso, é certos nomes do passado nunca somem. Eles verdadeiramente são simples mas expressam uma grande qualidade sentimental que é capaz de marcar uma geração. A geração de minha mãe, gostem ou não, é marcada por Barba, Barry White, Joe Cocker, Jovem Guarda, Gal Costa, Fafá de Belém, entre outros.
Talvez, por isso, não seja tão extranho assim Barbra tornar-se a única voz amiga que minha mãe deseja ouvir em momentos como estes. Barbra leva-lhe para um outro tempo, uma outra idade, um outro momento. É distanciar-se do presente e ir a um lugar vivido ou sonhado somente por minha mãe.
Posso dizer assim que é o poder de um clássico que lhe toca o coração, e assim Barbra - poderosa, por que não?; permanece como o seu maior segredo. No futuro quem serão as Barbras de nossa geração? Quem guardará os nossos segredos?
Refletir sobre o que andamos ouvindo pode ser um bom começo. Talvez, neste caminho, possamos conhecer outros nomes, estilos de músicas. Nesta hora, humildade faz a diferença. E o novo torna-se um lugar repleto de lacunas para preenchermos. Porém, nunca esqueça que grandes músicas guardam grandes segredos e momentos...
Até mais pessoal...
Ele serve para tudo. Alegrias, tristezas, decepções.
Um dia desses, eu perguntei-lhe o motivo pelo qual ela sempre punha o mesmo disco nestas situações. Ela não me respondeu. Mas, sem que eu precisasse de qualquer explicação, entendi. Ouvir Barbra para minha mãe é relembrar um tempo e renovar suas memórias e forças, não importando a razão que as fizeram enfraquecer.
Porém, uma pergunta me instiga. Será que teremos os nossos clássicos? Ou será que nós seremos obrigados a usar os clássicos de outra geração, anterior a nossa. A minha geração ouve “potranca”, dança funk., pagode, axé.
Nada contra, mas será que tudo isto se convertá em clássico no futuro? Será que outros cantores, cantoras conseguirão imprimir suas identidades a ponto de permanecerem como 'clássicos'? Ou será que o lugar dos clássicos está garantido a eles para toda a eternidade?
Uma coisa é certa. Ser clássico é exprimir qualidades dentro de um diagrama de simplicidade. Por isso, é certos nomes do passado nunca somem. Eles verdadeiramente são simples mas expressam uma grande qualidade sentimental que é capaz de marcar uma geração. A geração de minha mãe, gostem ou não, é marcada por Barba, Barry White, Joe Cocker, Jovem Guarda, Gal Costa, Fafá de Belém, entre outros.
Talvez, por isso, não seja tão extranho assim Barbra tornar-se a única voz amiga que minha mãe deseja ouvir em momentos como estes. Barbra leva-lhe para um outro tempo, uma outra idade, um outro momento. É distanciar-se do presente e ir a um lugar vivido ou sonhado somente por minha mãe.
Posso dizer assim que é o poder de um clássico que lhe toca o coração, e assim Barbra - poderosa, por que não?; permanece como o seu maior segredo. No futuro quem serão as Barbras de nossa geração? Quem guardará os nossos segredos?
Refletir sobre o que andamos ouvindo pode ser um bom começo. Talvez, neste caminho, possamos conhecer outros nomes, estilos de músicas. Nesta hora, humildade faz a diferença. E o novo torna-se um lugar repleto de lacunas para preenchermos. Porém, nunca esqueça que grandes músicas guardam grandes segredos e momentos...
Até mais pessoal...