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domingo, 22 de julho de 2007

Os clássicos...

Sempre que algo acontece na vida da minha mãe, ela coloca Barbra Streisand para tocar. Minha ouve o mesmo disco de vinil - The Essential Barbra Streisand - desde que sou pequeno.
Ele serve para tudo. Alegrias, tristezas, decepções.
Um dia desses, eu perguntei-lhe o motivo pelo qual ela sempre punha o mesmo disco nestas situações. Ela não me respondeu. Mas, sem que eu precisasse de qualquer explicação, entendi. Ouvir Barbra para minha mãe é relembrar um tempo e renovar suas memórias e forças, não importando a razão que as fizeram enfraquecer.
Porém, uma pergunta me instiga. Será que teremos os nossos clássicos? Ou será que nós seremos obrigados a usar os clássicos de outra geração, anterior a nossa. A minha geração ouve “potranca”, dança funk., pagode, axé.
Nada contra, mas será que tudo isto se convertá em clássico no futuro? Será que outros cantores, cantoras conseguirão imprimir suas identidades a ponto de permanecerem como 'clássicos'? Ou será que o lugar dos clássicos está garantido a eles para toda a eternidade?
Uma coisa é certa. Ser clássico é exprimir qualidades dentro de um diagrama de simplicidade. Por isso, é certos nomes do passado nunca somem. Eles verdadeiramente são simples mas expressam uma grande qualidade sentimental que é capaz de marcar uma geração. A geração de minha mãe, gostem ou não, é marcada por Barba, Barry White, Joe Cocker, Jovem Guarda, Gal Costa, Fafá de Belém, entre outros.
Talvez, por isso, não seja tão extranho assim Barbra tornar-se a única voz amiga que minha mãe deseja ouvir em momentos como estes. Barbra leva-lhe para um outro tempo, uma outra idade, um outro momento. É distanciar-se do presente e ir a um lugar vivido ou sonhado somente por minha mãe.
Posso dizer assim que é o poder de um clássico que lhe toca o coração, e assim Barbra - poderosa, por que não?; permanece como o seu maior segredo. No futuro quem serão as Barbras de nossa geração? Quem guardará os nossos segredos?
Refletir sobre o que andamos ouvindo pode ser um bom começo. Talvez, neste caminho, possamos conhecer outros nomes, estilos de músicas. Nesta hora, humildade faz a diferença. E o novo torna-se um lugar repleto de lacunas para preenchermos. Porém, nunca esqueça que grandes músicas guardam grandes segredos e momentos...

Até mais pessoal...

2 comentários:

Unknown disse...

A música tem o poder de nos levar a qualquer lugar, de nos fazer ter as sensações mais variadas possíveis, só dependendo do estado de espírito que estamos no dia. A música, para mim, é algo divinal que se mistura ao seu ser e cria algo novo, sempre novo. Acho que entendo porque sua mãe ouve sempre o mesmo disco, as mesmas músicas: você estando feliz ou triste a música vai sempre transmitir algo diferente. Lembra do “nada do que foi será igual ao que a gente viu a um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo”? Pois é...
Por isso, a música nunca envelhece. Talvez o ritmo possa ser “melhorado” ou, melhor dizendo, encaixado na época atual, mas a essência é sempre a mesma. Por isso, também, que não me preocupo muito com o funk-lixo que há por aí (sabendo que há alguns que prestam, claro). Isso bate nos ouvidos, fica um tempo e vai embora. A boa música fica para sempre. Com certeza, muitas pessoas que ouvem lixo por aí, daqui a dez anos nem lembraram mais deles, mas de uma música como “Flor de liz” quem não conhece. Talvez não conheça pelo nome, mas cante um pedaço que alguém vai acompanhar.
Realmente “é o poder de um clássico que toca o coração” e os clássicos nunca envelhecem!

Beijos!

Anônimo disse...

Assim como ouvir uma boa música, refletir sobre isso é inspirador. A boa música realmente nos eleva, nos faz sonhar...é algo terapêutico, e não custa caro...só um pouquinho de imaginação e boa disposição para saborear as notas e as melodias do som...é preciso degustar, sentir no paladar musical o q ela te faz sentir, é preciso se deixar levar...a música nos faz esquecer de nós mesmos...